PGR abre apuração preliminar sobre atuação de Bolsonaro na pandemia

Por Redação em 04/02/2021 às 18:11:24

(Divulgação)

O procurador-geral da Rep√ļblica, Augusto Aras, abriu um procedimento preliminar para apurar a atua√ß√£o do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Sa√ļde, Eduardo Pazuello, no enfrentamento da pandemia do novo coronav√≠rus. O chefe do Ministério P√ļblico Federal (MPF) vem sofrendo press√£o, tanto interna quanto externa, para investigar a responsabilidade das autoridades do governo federal durante a pandemia, que j√° levou à morte de mais de 220 mil brasileiros.

Aras comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura da apura√ß√£o, ao analisar um pedido feito por deputados federais do PCdoB, que acusam Bolsonaro e Pazuello da pr√°tica de delitos de prevarica√ß√£o e de perigo para a vida ou a sa√ļde de outras pessoas.

Os parlamentares acionaram o Supremo criticando a atua√ß√£o de Bolsonaro e Pazuello particularmente no enfrentamento da pandemia nos Estados de Amazonas e do Par√°. O grupo acusa o governo federal de propagar a "utiliza√ß√£o de medicamentos que n√£o t√™m efic√°cia cient√≠fica", em refer√™ncia à hidroxicloroquina

Para os deputados, Pazuello e Bolsonaro devem ser responsabilizados – o ministro da Sa√ļde, "em raz√£o de inércia"; o chefe do Executivo, "por postura isentiva e descompromissada em rela√ß√£o às pol√≠ticas de combate ao novo coronav√≠rus no √Ęmbito do Sistema √önico de Sa√ļde".

"A presente not√≠cia-crime deu ensejo à instaura√ß√£o de Not√≠cia de Fato no √Ęmbito desta Procuradoria-Geral da Rep√ļblica, de forma a permitir a apura√ß√£o preliminar dos fatos narrados e suas circunst√Ęncias, em tese, na esfera penal. Caso, eventualmente, surjam ind√≠cios razo√°veis de poss√≠veis pr√°ticas delitivas por parte dos noticiados, ser√° requerida a instaura√ß√£o de inquérito nesse Supremo Tribunal Federal", escreveu Aras ao Supremo.

Depoimento

Em outro caso, a Pol√≠cia Federal marcou para a tarde desta quinta-feira o depoimento de Pazuello sobre o colapso da rede p√ļblica de sa√ļde em Manaus. A investiga√ß√£o foi determinada pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). O general da ativa deve receber os policiais no hotel em que mora, em Bras√≠lia.

O inquérito foi aberto em 25 de janeiro e tem 60 dias para ser conclu√≠do. O objetivo é investigar se houve omiss√£o no enfrentamento do colapso provocado pela falta de oxig√™nio hospitalar para atender pacientes internados com covid-19 em Manaus. Com estoques de cilindros zerados em algumas unidades de sa√ļde, pessoas morreram por asfixia e outras precisaram ser transferidas para receber atendimento médico em outros Estados.

O gabinete do advogado-geral da Uni√£o, José Levi, acompanha o caso de perto. Pazuello tem negado a omiss√£o. O general j√° disse que "fez tudo" para evitar a crise e que cabe ao Ministério da Sa√ļde apenas apoiar as a√ß√Ķes de prefeitos e governadores. O inquérito foi aberto a pedido da Procuradoria-Geral da Rep√ļblica (PGR).

"Fizemos tudo o que tinha de fazer. Estamos fazendo e vamos continuar fazendo", disse Pazuello no √ļltimo dia 18, em declara√ß√£o à imprensa no Pal√°cio do Planalto. Na mesma fala, o general negou a lentid√£o do governo federal para oferecer ajuda e culpou a imprensa: "Tudo é noticiado e apresentado diariamente Nada disso chega desta forma a nossa popula√ß√£o", disse. "Essa é a nossa guerra. A guerra contra as pessoas que est√£o manipulando nosso pa√≠s h√° muitos anos", completou.

(Estad√£o Conte√ļdo)
Tags:   JAIRBOLSONARO
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