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23/01/2019 - 16:29
Mais um é executado à tiros na fronteira com o Paraguai
Crime aconteceu em Paranhos
Antonio Neres
Plantão do MS e MS Web Rádio

A guerra entre narcotraficantes na fronteira entre Brasil e Paraguai, parece que está longe de acabar. A disputa pelo comando do tráfico de drogas e armas, além de viganças têm intensificado a violência na região.

Sogro de um conhecido chefe do tráfico foi  executado nesta quarta-feira(23) ,por dois pistoleiros na fronteira

Segundo fontes policiais á vítima era um pistoleiro conhecido na fronteira, que  foi forto nesta quarta-feira (23) em Paranhos, vizinha de Ypejhú, no Paraguai. A região é marcada pela violência entre grupos rivais que disputam o controle do tráfico de drogas na Linha Internacional. 

O brasileiro Antônio Adelir Bittencourt, conhecido como “Toninho”, foi morto por dois pistoleiros em uma moto na principal avenida da cidade. 

Antônio seguia em uma caminhonete quando foi atacado pelos pistoleiros, que estavam em uma motocicleta. Ele foi atingindo por tiros de pistolas calibres 45 e 40, disparados à curta distância, segundo relato do  delegado titular da delegacia de Paranhos, Edgar Punsky. 

Morador em Vila Ygatimi, cidade paraguaia a 30 km de Paranhos, Antônio Bittencourt era sogro do narcotraficante Diego Zacaria Alderete Peralta, que herdou do pai Zacarias Peralta o controle do tráfico na região de Paranhos. 

A filha de Antônio, Aline Veron Bittencourt e o filho dela com Diego, de seis meses de vida, estavam em uma das casas atacadas a bombas e tiros na madrugada de 19 de dezembro passado, em Ypejhú. 

Aline, o filho pequeno e a cunhada, Rosana Antonia Alderete Peralta, foram retirados da casa e levadas para a rua, onde ficaram sob a mira de armas enquanto os bandidos explodiam o local com dinamite e granadas. Uma loja de veículos da família também foi destruída.

O clima na região é de horror e quem dá "às cartas" são os bandidos, num verdadeiro poder paralelo comandado pelo tráfico. Amedrontada e temendo retaliações a população local evita comentar sobre a situação na região. "Ninguém sabe de nada". 

Sem condições adequadas para o enfrentamento, a polícia apesar de bem intencionada faz apenas o que dá, pois o poder de fogo dos bandidos é infinitamente superior ao das autoridades policiais, numa inversão absoluta de valores.

A polícia precisava de um efetivo pelo menos três vezes maior, estrutura armamentícia e um serviço de inteligência capaz de fazer frente ao tenebroso e nefasto mundo do crime.

Fonte: Jornal do ônibus

 

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