Sábado, 20 de Abril de 2019
(67) 9 8139-0667

publicidade
 
04/02/2019 - 09:43
Casal douradense morre em acidente de trânsito
Mais uma tragédia nas rodovias do Mato Grosso do Sul
Antonio Neres
Foto de Osvaldo Duarte(Dourados News)

A imprudência continua ceifando vidas nas rodovias de Mato Grosso do Sul. As lamentáveis e injustificáveis estatísticas da violência no trânsito continua crescendo em todo o Brasil e, em Mato Grosso do Sul não é diferente. Na manhã desta segunda-feira(4) mais um acidente com vítimas fatais. Um casal perdeu a vida em  acidente registrado na BR-463 altura do KM-60, próximo ao trevo de Laguna Carapã, terminou com a morte de um homem identificado como Laércio Luiz de Oliveira, 57 anos, e Dirce Fernandes da Silva.  Segundo informações, o casal residia no Jardim Guaicurus em Dourados e iria pescar. Os dois seguiam em uma moto Traxx 50 cilindradas de cor vermelha e teria arrastada por cerca de 40 metros. O motorista do outro veículo fugiu do local sem prestar socorro.

Agentes da Polícia Civil e Rodoviária Federal estiveram  no local e acreditam que o acidente possa ter sido provocado pelo outro veículo. O caso será investigado pelas autoridades policiais, mas tudo indica que a imprudência tenha sido do condutor do outros veiículo.

IMPRUDÊNCIA QUE MATA

Mais de 30% das mortes em rodovias  brasileiras nos últimos anos estão relacionadas ao desrespeito às normas de trânsito, ou seja, a imrudência. É o que revela a Avaliação das Políticas Públicas de Transporte, estudo realizado pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O levantamento mostra que, entre 2007 e 2016, do total de mais de 76 mil óbitos registrados nas estradas, mais de 23 mil deles foram motivados pelo não cumprimento de leis de trânsito.

O estudo divide as causas das ocorrências envolvendo a falta de respeito às regras de trânsito em: dirigir em velocidade incompatível (responsável por 11,6% dos óbitos no período e, que provavelmente tenha sido a morte do casal nesta segunda-feira(4)), realizar ultrapassagem indevida (8,4%), conduzir o veículo após a ingestão de álcool (4,8%), desobedecer a sinalização (4,4%) e não manter distância de segurança (1,1%).

Para o diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), para reduzir esses índices, é essencial educar e conscientizar a população brasileira sobre a importância da segurança no trânsito. “O que nós estamos efetivamente trabalhando e iremos implementar como política de Estado é a necessidade de uma formação melhor do nosso condutor - desde os níveis primários até os condutores que estão hoje nas nossas vias”, afirma.

A segunda principal causa dos acidentes rodoviários que resultam em morte é a falta de atenção e o adormecimento. Juntos, esses dois fatores respondem por 23,4% do total de óbitos nos dez anos analisados. Os outros motivos identificados identificados pelo estudo foram: defeitos mecânicos (2%), presença de animais na pista (1,3%) e defeitos viários, causa de apenas 1,2% dos acidentes fatais.

Sem identificação

Além da elevada quantidade de mortes, outro dado preocupante é o que aponta o número de vezes em que as causas dos acidentes não puderam ser identificadas. Segundo o estudo, em 41,7% dos registros não foi possível apontar o motivo da ocorrência – esse percentual cai para 30% nos casos em que houve apenas feridos.

O consultor de segurança no trânsito da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Victor Pavarino, destaca a importância de uma coleta de dados qualificada, para que ações preventivas possam ser efetivamente aplicadas. “Com boa informação, os recursos humanos, materiais, financeiros, podem ser direcionados de forma eficaz, em benefício não apenas do setor de segurança pública, mas também do setor de saúde, onde recaem muitos dos custos das mortes e lesões no trânsito”, analisa.

De acordo com Maurício Alves, o Denatran já trabalha no desenvolvimento de uma nova metodologia de identificação das causas de acidentes, o que, segundo ele, diminuirá consideravelmente os níveis atuais de ocorrências cujos motivos não são especificados. “Com a metodologia que será aplicada a nível nacional, unificada,irá reduzir muito, e teremos dados mais concretos para trabalhar e, acima de tudo, termos políticas públicas voltadas para a redução de um número tão alto de mortes e feridos nas nossas vias”, explica.

 

 

Deixe seu Comentário
publicidade
Facebook

facebook googleplus pinterest twitter