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08/01/2019 - 10:27
Execução de mulher: ex-enteado é suspeito de ser o mandante
Disputas judiciais por herança podem ter motivado o crime
Antonio Neres
g1 MS(foto TV Morena)

A polícia está perto de esclarecer uma exceção ocorrida em Ponta Porã, cidade localizada a 125 quilômetros de Dourados, na fronteira com o Paraguai. A execução de Juana Torres Vera, de 41 anos, ocorrida no início da tarde de segunda-feira (7), pode ter sido encomendada pelo ex-enteado da vítima, segunda linha trabalhada pela polícia local, que investiga o caso. É o que indica as primeiras investigações da Polícia Civil, que trabalha com a hipótese de disputa por herança para a motivação do crime.

Conforme a polícia, Juana, que tem nacionalidades paraguaia e brasileira, estava em briga judicial com o ex-enteado. Ele já havia conseguido o bloqueio de três imóveis dela: dois em Bela Vista e um em Dourados, e ela já havia dito a amigos que tinha medo dele.

Na briga pela herança, o suspeito e a vítima já tinham passado por duas audiências de conciliação e um terceira estava marcada para 7 de fevereiro.

A polícia analisou mensagens no celular de Juana, ouviu familiares e o filho dela de 15 anos. Os dois moravam juntos em Ponta Porã e voltavam de Concepcion, no Paraguai, no momento do atentado. Ele foi baleado e socorrido para o Hospital Regional.

O suspeito de ser o mandante é brasileiro, tem residência no Brasil e no Paraguai, e até a publicação desta reportagem não tinha sido localizado. A polícia  está analisando imagens de câmeras de segurança,  para  tentar identificar os atiradores.

Juana foi atingida por vários tiros de calibre 9 milímetros. Ela foi socorrida, mas morreu antes de chegar ao Hospital Regional. O adolescente foi ferido por estilhaços de vidro e já recebeu alta.

Esta foi a primeira execução de 2019 na região de fronteira Brasil - Paraguai. No ano passado foram 24 mortes na cidade, e mais de 30 em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha, de acordo com o Ministério Público paraguaio.

Se as suspeitas forem confirmadas, a execeção resolveu alguma coisa? Claro que não, pois o processo continua, o acusado vai ter que gastar com advogados, responder como mandante de um crime bárbaro, o que acerretará sérios problemas para o mesmo. O crime não compensa!

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